Sociedade: Como as mudanças ocorrem

Você vota. Mas elege?
10 de novembro de 2020

Autor: Swift YaguchiEngenheiro e membro da Rede VoteNet

A humanidade sempre mostrou sociedades formadas por uma massa de população estruturada basicamente a partir de núcleos familiares, que se unem em comunidades para se complementarem através de um sistema de produção e serviços formando vilas e cidades, que por sua vez se interconectam através de um sistema de circulação de pessoas e mercadorias.

O objetivo comum dessa massa de população em suas vidas é a busca de felicidade pessoal e de seus próximos, dentro de suas características pessoais de personalidade, credos e valores que são dinâmicos e adaptativos dentro de seu contexto de vida.

As diferenças pessoais faziam com que naturalmente uns formassem mais posses que outros, e surgissem lideranças que assumiam responsabilidades de resolver dificuldades comuns à comunidade como proteção contra malfeitores internos e externos.

Essas lideranças conquistavam poderes sobre a comunidade ao estruturar sistemas de castas de poderes com privilégios e sistemas de controle e repressão com a criação de “leis” definindo regras a serem seguidas para “governarem” suas comunidades.

Ao longo da história, várias formas de lideranças foram exercidas, lideranças estas que sempre dependiam de sustentação pela sua comunidade, seja pela satisfação pelo bem estar, ou pela força repressiva. O aumento da insatisfação da comunidade resultava com o tempo na troca da liderança. A dinâmica desta insatisfação popular é muito complexa e nem sempre representou uma racionalidade da comunidade na forma de busca do bem-estar das pessoas.

Muitas lideranças dominavam formas de manipular sua comunidade com uso de demagogia sobre a população e corrupção sobre os mais influentes.

A população por sua vez naturalmente se dividia entre aqueles mais habilidosos e competentes que conquistavam mais felicidade pessoal e outros menos habilidosos e mais limitados em suas conquistas pessoais, portanto, mais necessitados.

Boas lideranças atuavam para conseguir melhoria para esta população como um todo para buscar dar condições da comunidade crescer harmonicamente como um todo. Já as más lideranças atuavam na manipulação dessas diferenças com falsos privilégios demagógicos, apenas para garantir sustentação no poder.

O exercício da liderança requer capacidade financeira para governar e surgiram variações onde o governante dominava todo sistema produtivo econômico num sistema político socialista ou ao contrário, o governante reduzia ao mínimo o seu domínio no sistema produtivo econômico num sistema político liberal. Qualquer que fosse a variação, o limite da capacidade de recurso total do governante determina o que o governante pode prover à sua comunidade.

E, por outro lado, a devida compreensão pela população dessa variação a que está inserida determina o apoio ou não ao seu governante.

Surgem então os vícios nos políticos, maus governantes:

● Vaidade do poder

● Dependência de mordomias

● Sustentação da patota apoiadora

● Legislação em causa própria

● Ir com a maioria e corporativismo

● Preservar imagem

● Enriquecimento a qualquer custo

● Enfraquecimento ético e moral

● Falta de compromisso com promessas

● Ausência de transparência e sinceridade

● Agenda oculta e mancomunada com seus pares

● Manipulação da opinião publica

● Preocupação dominante em se reeleger

● Uso manipulador das mídias

● Falta de respeito com dinheiro público

● Desrespeito com a sociedade e o futuro do País

● Despotismo psicopata

● Falta de integridade pessoal, intelectual e comportamental

● Gestão da auto impunidade

● Formação de curral político

● Descumprimento de sua função de servir à Nação, sociedade e cidadão